sábado, 15 de março de 2014

A balada de um homem triste

Olá a todos. Numa noite entediante, faço o que há muito não fazia. Escrever num post it, coisas soltas, e aproveitar. No final, aproveite o melhor, ou sei lá, só jogo no fundo das poesias que não deram certos. Mas nesse caso? Ontem saiu algo até legal, e queria compartilhar com vocês, afinal não deixarei esse blog morrer. De novo.

A balada de um homem triste

Sad man
Pense em outra língua
Esqueça suas origens
És só a tristeza seu destino.

Pense numa balada alegre
Numa vida feliz
Num final de tarde contente
Não, ele não te pertence

Aquele ritmo cruel
A nota da sua vida
Os acordes de sua tristeza,
Seu tom de choro

A lágrima gelada é o seu grave
Seu falso sorriso melodia
Sua voz rouca melancolia
Olhos vermelhos, a verdade

A vida são os acordes jogados fora
Sua batida do coração é lenta
A chuva esconde a tristeza
A tristeza envolve a verdade

És a balada de um homem triste
És o lamento de um sonhador
És o final de uma vida
És o início do seu inferno


LMN, Droog's sentence: "Sing a sad song in a lonely place. Try to put a word in for me"

domingo, 2 de março de 2014

I Started a Blog

Olá a todos. Essa velha saudação, que começou a tanto, nem sei quando, está caracterizando meu blog a muito tempo e assim continuará. Se esse Blog morrerá? Um dia talvez, mas direto o revivo, e o deixo vivendo sobre aparelhos. Estava escutando Bee Gees, o que é uma evolução, pois para quem está vivo após doses cavalares de Smiths, Cure e Joy Division escutar I Started a Joke é a coisa mais feliz do mundo. As vezes eu penso nessa música como a minha música.

I started a joke 
Which started the whole world crying 
But I didn't see 
That the joke was on me

Sim, eu me vejo com essa música direto. A melancolia do mundo me atingindo em cheio, e eu tendo de sorrir para reles humanos, humanos felizes que acham ruim outros humanos tristes, e não me vejo no direito de ser triste. Parece confuso, mas apenas é. Vivemos num mundo feliz para sermos feliz, e qualquer pessoa que não quer ser feliz nisso não é feliz. Ma a felicidade é o que? É a alegria, ignorando o quanto a humanidade é hipócrita, fodida, e como somos poeira espacial? Ou como já dito outrora pelo sábio Carl Sagan, somos apenas um pálido ponto azul. Não, não precisamos ser felizes nesse padrão. Falei muito, mas não falei nada. Nada é o que deve ser, tudo é o que não deve ser. Pleno 2014 e temos gente que fala que Direitos Humanos só serve para bandido, temos a Rússia invadindo a Ucrânia como se invadisse seu quintal, temos seres que se acham melhores que outros apenas por lerem Olavos de Carvalho da vida. Temos a hipocrisia humana, em que defendemos que todos somos iguais aos outros, mas quando nos ataca pensamos que alguns não são tão iguais assim. Temos um racismo implantado dentro de nós, temos o ódio fermentando nas nossas veias, e quando temos o amor em nossos corações, perdemos ele, por não saber lidar, deixando apenas o vazio existencial na vida. Não somos nada, e ainda tem gente que acha que nós somos tudo. Somos os piores seres do universo. Mas ainda assim a humanidade tem algo magnífico, que é achar a sua grandeza por fazer a merda de edifícios.

Apenas um pouco de ódio destilado. Agora eu não penso tão pessimista assim da humanidade. Eu tenho esperança nela. Esperança quando vejo uma mãe fazendo de tudo pelo filho. Esperança ao escutar uma bela música, se fazer derramar lágrimas. Esperança ao ver que somos capaz de as vezes amar, mesmo que esse amor um dia se perca. Capacidade de ter amigos, que você pode confiar. Amigos que muitas vezes não passam de bits, que você nunca irá ver pessoalmente, mas a mensagem dele chega mais fiel do que aquele ser humano que só o abraça bem. Somos o animal mais dual do universo. Se somos os piores seres, é porque ao mesmo tempo somos o melhor ser que temos no universo. Se eu comecei a piada, e no final vocês estão rindo de mim, meu objetivo deve ter sido feito. Fiz um humano pensar. Isso no final só pode ser bom.


LMN, Droog's Sentence: "As vezes precisamos tirar o veneno em excesso em nossas presas"

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Suicide is Painless?

Olá a todos. Na verdade eu queria começar esse post de uma maneira diferente, mas o motivo de não mudar é que me apego ao passado. Falarei sobre algo tenso, então aviso previamente que estômagos fracos e eleitores da Marina Silva poderiam se afastar, pois hoje entrarei em coisas delicadas. Hoje falarei sobre suicídio, e uns pequenos comentários a respeito.

"Through early morning fog I see
the visions of the things to be.
The pains that are withheld for me
I realize, and I can see.....

that suicide is painless
it brings on many changes
and I can take of leave it if I please"

Então, esse é  o começo de uma música de um seriado de comédia que curto muito, chado M*A*S*H. Claro, a letra não demonstra ser de comédia, mas a série é. Até pouco tempo atrás eu pensava que suicídio era a pior coisa que um ser humano poderia fazer. Mas por dois fatores: Perdi duas pessoas importantes para mim (e elevem esse importante ao quadrado) por isso, e não fui bem sucedido em minhas parcas tentativas, e não tinha coragem de continuar adiante. Mas claro, pensamento emocionais, que não me deixam pensar direito. Hoje tenho uma opinião deveras diferente, e por muitas coisas, que não vale a pena citar.

Usando uma brincadeira com uma música do Oasis, que alguém do Twitter me fez lembrar, vou adaptar. O que você faz quando tem uma vida se não existe mais nada na vida que vale a pena? Egoísmo meu pensar que a vida de uma pessoa vale menos do que ela pensa que vale. Na verdade, o valor de uma vida é bem relativo. O valor universal como sagrado que você dá pode não se válido na solidão e tristeza dela. Será que realmente vale a pena deixar uma pessoa sofrer apenas para não sofrer com ela? Seria algo tão valioso assim? Ou deveríamos aceitar a escolha dela, e sofrer um pouco pelo alívio dela nessa penosa vida? Palavras que falei ontem, que suicídio não é covardia, covardia é querer que uma pessoa viva sem motivos para isso. Depois de muito tempo finalmente vejo o suicídio como uma opção viável, e até respeitável para uma escolha. Tem de ter coragem para tirar algo único para sempre, não acham?

Não temam, não sou eu que quero o suicídio, afasto essa idéia de cara. Viver é foda, morrer que é difícil. a vida é muito mais do que imaginamos, e o universo é tão grande para definirmos que suicídio é errado, e viver é certo. Somos um pálido ponto azul até dentre os humanos, e definir o melhor para o outro com nosso pensamento é pior. Não, não é uma escolha que eu tomaria, mas se outro o fizer, pensando bem, eu o respeito, e tá aí algo que não imaginei. Amado suicida, você tem o meu respeito. Agora aproveite o pós vida, pós eu sofrerei por ti na vida, pois acho ela tão... curiosa.



LMN, Droog's sentence:"Quero 10.000 ações da Gestapo!"

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Por dentro dos Personagens: Artemísia

Olá a todos. Eu queria escrever isso mais vezes, mas não sei colocar em papel tudo as vezes. Mas para comemorar finalmente o termino da primeira versão do meu livro (sim, haverá o link abaixo para vocês) resolvi colocar mais um bônus a todos os leitores. Então, menos mimimi de introdução, e mais material.

Nome completo: Catherine Dubois
Idade: 24 anos
Aniversário: 21 de fevereiro
Local de Nascimento: Caen, França
Poderes: Agilidade, Inteligência, força, e capacidade de manipular o sistema nervoso pelo tato.
Codinome: Artemísia
Ingresso na Ordem: 10 anos
Posição Atual: Adjunta do Chefe de Operações Especiais - Primeira Tenente pelo Estado-Maior em Köln
Gosto Musical: Jazz, anos 60, músicas francesas
Livro favorito: O Senhor das Moscas - William Golding
Esporte Favorito: Futebol
Filme Favorito: American Story X
Hobbys: Sexo, sair, flertar aleatoriamente, ver filmes, praia.


Comentário do Autor a respeito: Enfim, uma surpresa. Quando comecei a escrever era apenas um PoV, o Wolf, mas evoluí. E ela foi uma criação divertida. Na verdade ela só apareceria como personagem ao na metade do ato II, mas tive de coloca-la como tapa buraco para algumas falhas de escrita, e desenvolvi de uma boa maneira. Ela aproxima os dois mundos, um mundo distante de um mundo mais normal. E a origem dela era Grega, mas mudei para francesa, pois até a aparência dela é francesa. Na verdade na função dela tinha quase que buracos, mas eles foram meio preenchidos.
Artemísia é uma rainha grega, e queria colocar ela em algo assim. Ela quer ser poderosa, e ela pode. E ela está ao lado dos poderosos sem tremer, e tem um papel importante. Na verdade ela foi mesmo uma boa surpresa. Algumas coisas tem de ser mais bem trabalhado com ela, como seu background. Mas algumas coisas são preenchimentos futuros, afinal, não posso dar tudo de uma vez.

Encerrando, podemos postar aqui o livro inteiro? Não digo que ele está finalizado, mas o bruto e a história está toda aí. Espero que aproveitem, pois eu estou meio orgulhoso com isso. Que quiser, baixe por esse link: http://www.4shared.com/zip/JuVCeer-ba/Livro.html E quero que vocês palpitem a respeito, e aproveitem mesmo.



LMN, Droog's Sentence: Take me anywhere, drop me anywhere, Liverpool, Leeds or Birmingham, but I don't care!

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Apenas um devaneio americano

Olá a todos. Um poema que escrevi num dia aleatório. Ele se passa na minha mente, então não faz tanto sentido, infelizmente. Mas é um bom poema, não sei porque. Deve ser porque me identifiquei com ele. E sim, eu deveria postar mais aqui, mas sempre esqueço. Sabe como é a vida, né?



Apenas um devaneio americano


Insanidade
Atingida a insanidade
E isso é bom
Nunca fui tão eu

Eu, eu, Bale, Deadpool, Bane
Bancos, narradores, uma flor de lis
E tudo faz parte de um plano mestre
Oasis, Lars, frio, e calor lá fora

Nada faz sentido
Scorsese, Aronofsky, Rudd, assassina
Três palavras, três dias, insanidade
Vale a pena?

Precisamos de um dia novamente
Não poderemos sobreviver
Não queremos continuar
Insanidade



LMN, Droog's sentence:"Uma boa poesia nunca precisa de uma edição"

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Uma longa e tenebrosa...primavera.

Olá a todos. São palavras que não mudaram, essa saudosa saudação. E muita coisa aconteceu nesses meses que nos separam entre as postagens. Resumir tudo? Não é possível. Falar que foi útil, inútil, ou improvável? Talvez. Mas vamos por partes. Queria fazer o que sempre faço, escrever um texto que por falar sobre nada acaba falando sobre tudo, mas não quero isso. Farei o que aprendi recentemente: Uma bela verborragia, como faziam autores lindos que me inspiram.

Meu primeiro ponto será algo que queria me aprofundar futuramente, mas não o farei por saber como o mimimi é clássico: Privacidade, fotos, e tudo o que a internet nos trás. Um tempo atrás me perguntaram o porquê de eu não colocar fotos minhas eu meus avatares, eu colocar fotos minhas diferentes, ou então colocar fotos do Neil Gaiman com um Cthulhu de pelúcia. Essa pergunta, o mais bizarro, foi feito pessoalmente. Sinceramente, a vontade de falar: Olhe meu rosto, você não me conhece? Então, parece que hoje as fotos deixaram de serem algo para recordar momentos, e sim coisas para você exibir numa rede social. E me recuso a fazer isso. Tenho algumas fotos em redes sociais, tanto no Facebook como no finado Orkut, e acho suficiente, não preciso colocar uma foto minha a cada minuto. Não sou galã, e não me interessa tirar fotos a cada segundo. Respeito quem o faz, mas simplesmente ainda gosto de ter meu rosto conhecido apenas por quem me conhece.

O segundo ponto é sobre o radicalismo: Meu radicalismo é contra coisas radicais. Esquerdistas que me chamam de reacionário, reacionários que me chamam de comunistas, feminazis que me chamam de machistas, machistas que me chamam de gay, ecochatos que me chamam de Lúcifer, e por aí vai. Uma pequena palavra não tão usual no meu blog: Vão se foder. A única verdade universal é a inexistência de uma verdade universal, então parem de achar que só vocês no mundo estão certos. Não tenho muito mais a falar, a não ser deixar pequenos versos abaixo, uma nota de rodapé, e um desejo que esse blog volte a ser frequente.

PS: Quem quiser e tiver interessado em ler os capítulos que escrevi, procurem-me, eu disponibilizarei todos os 17 capítulos encerrados com bom gosto, e quem não quiser, fique a vontade de me xingar por não ter gostado, adoro críticas também.



LMN, Droog's Sentence:"Não seja único. Isso é a pior coisa que pode existir nesse mundo repetitivo"

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Finalmente, o Fracasso III

Olá a todos. Sei de defeitos, etc, mas melhorando estou tentando. Mesmo. E já estou sondando editores e editoras para avaliar custos de publicação, por que não? Espero que vocês gostem desse capítulo, e peço desculpa por capítulos assim. Estou mais preparando terreno para algo grande do que avançando em si.




Esse é mais um capítulo. E para quem quer achar o Resto, aí estão resto na ordem:
Capítulo I
Capitulo II
Relato I




LMN, Droog's Sentence:"Is it numbers?"

sábado, 20 de abril de 2013

Another Brick in the House, Parte I

Olá a todos. Aí está mais um capítulo. Outro PoV, ainda meio experimental. E pensei algo do tipo, ainda é tudo protótipo, tudo tudo. Posso modificar muita coisa, mas a base da história é a mesma. Ainda é um protótipo mesmo, e um rascunho. No final quero ficar algo legal e estou tentando melhor nos pontos que VOCÊS me falam. Enfim, que a ajuda de vocês.




Aproveitem com moderação, por favor. e continuem me apoiando e divulgando. Afinal, quero apoio, e saber que estou escrevendo para algo, e etc etc. E amanhã talvez (muito talvez) tenha outro capítulo, não sei.


LMN, Droog's Sentence:"Pepper in my eye it's...oh, it's pepper for everyone."

sábado, 13 de abril de 2013

Times

Olá a todos. Sim, fiz um poema, algo contra? É tão raro, e achei tão fofo e rápido, que resolve prestigiar vocês com algo fora desses capítulos que ando fazendo. É algo simples, pode ter erros, minha gramática anglicana nunca foi a melhor, mas enfim, aproveitem com moderação



A Fog kisses me 
Guess God thinks I’m Abel? 
Sucks my soul like a innocent one 
Makes me full of life and full of lust 
And fuck, I’ve never been so alive. 

A Murder fucked me 
Guess the Devil thinks I’m Cain? 
Chaos, magic, and death 
A book, a tree and a son 
And fuck, I’ve never been so inspired 

A Lotus cheated me 
Guess Jesus thinks I’m Judas? 
Seen, trusted, and failed me 
Just an innocent one 
And fuck, I’ve never been so depressed

And I spotted in the end of the tunnel 
No, I don’t saw anything. 
It’s just another lie. 
Another rope, knife and pills. 



LMN, Droog's Sentence:"Another cryin' in the rain"